quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Os 20 e tantos

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Essa é uma espécie de carta/rascunho que quero ler daqui 2 anos, nessa mesma data. Por isso vou postar por aqui.
Há 1 semana e meia pro meu aniversário eu tenho estado um pouco introspectiva e pensativa a respeito de quem eu sou. Quando eu tinha 12 anos eu queria ter 15, quando eu tinha 15 queria ter 18, e desde os 18 eu só quero voltar a ter 5. Confuso, porém real.
Aos 20 anos eu tinha algumas certezas, porém nenhum plano. E assim se seguiu até esse último mês de 22 anos.
Todas minhas certezas estão incertas. Os planos e sonhos que a depressão tirou de mim estão voltando, porém tem um grande, enorme, gigantesco ponto de interrogação acompanhando eles.
Tem dias que eu acordo com a completa certeza de que esse mundo é meu e que ninguém pode comigo. E tem dias que eu entro no banheiro da starbucks e choro em posição fetal implorando pra voltar a ser criança e ter minha mãe e meu pai administrando minha vida, já que eu não dou conta sozinha.
Quando era criança achava que aos 23 estaria casada, com filho e uma carreira de sucesso.
Aos 23 eu tenho contas pra pagar e um hamster.
Eu só sei que não sei de mais nada. Não estou tendo mais paciência pra balada e show (até semana passada tava louca indo pras duas coisas), logo eu, a aquariana festeira. As músicas pop que eu amava estão me irritando, não tenho paciência pra acompanhar textão polêmico no facebook.
Quando conheço alguém não me entrego de primeira mais, e se alguém se afasta não fico mais choramingando pelos cantos, antes era: AI FULANO ME ODEIA, NÃO SEI O QUE EU FAÇO VEM CÁ FULANO DEIXA EU ENCHER TEU EGO E IMPLORAR PELA TUA AMIZADE. Agora é mais: ah tá, vai pela sombra.
Tenho me escutado mais e conversado mais comigo.
Tenho me conhecido mais e parado de me forçar a fazer o que não quero.
Cansei de me deixar ser tão machucada, porque depois quem fica aqui pegando os caquinhos e passando o merthiolate da vida nas feridinhas ~emocionais~ sou eu mesma, então tenho tentado me poupar desse trabalhão todo (a técnica de enfermagem do futuro agradece, já que ainda vai ter muita feridinha física pra sarar pra vir por ai hehehe).
Hoje eu tô com um post-it lindo com planos e metas traçados. Eu não faço isso desde os 19 anos.
Eu tô muito feliz? Tô. Eu tô muito confusa? Tô sim. Tô demais.
Eu tenho medo das tristezinhas que ainda me afligem do nada no dia-a-dia, mas eu tô encontrando uma força gigantesca aqui dentro de mim pra lidar com elas. 
Estou me sentindo do jeitinho que Alice se sentiu em toda sua jornada pelo país das maravilhas, diminuindo e crescendo o tempo todo, porém maravilhada e atordoada ao mesmo tempo com tantas mudanças.
"Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então."
É Alice, eu te entendo. 
Hoje estou em um dos meus dias de achar que esse mundão é todo meu.
E deve ser mesmo.
Vamos ver o que ele tem pra me oferecer.
Espero poder receber boas novas, (Brenda de quase 25 anos). Nos vemos no futuro <3



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